sexta-feira, 16 de julho de 2010

Morte.


Sabe a vida, ou melhor, a morte me pega de surpresa. Não consigo nem pensar, na hipótese de viver sem as pessoas que são importantes pra mim. A morte me parece dura pra quem fica aqui, não sei se seria melhor se viesse um aviso prévio, talvez assim pudéssemos nos preparar melhor. No entanto, talvez nós não curtíssemos tanto cada segundo passado ao lado daquela pessoa,se soubéssemos que quem mais amamos morreria, sei lá, daqui um dia, dois, que atitude se toma numa hora destas?
Ainda que triste. A morte é um aprendizado, eu acho. Não quero passar por isso, não agora, o nunca não é possível, mas não quero. Posso imaginar seu cérebro formando uma opinião a meu respeito, mas antes de julgar, veja por outro ângulo. Imagine. Pessoas que te viram nascer, acompanharam seus primeiros passos, secaram suas lágrimas, aprenderam a te amar, te deram a vida, ensinaram-te valores, protegeram-te, que seguraram sua mão. Pessoas que você AMA. Escolha uma pessoa que você se importe.
Agora, se transporte. Você caminha em uma estrada, está escuro. Há muita coisa desconhecida. Você corre. Chora. Dorme, tem sonhos ruins, acorda. O sonho é real, a luz acende, a estrada é longa, tem curvas e sabe-se lá o que vem depois delas, você tem medo. Olha para o lado, a mão que te segurava, onde ela está?
A morte, eu não a quero.

Pamela Cristina.

Um comentário:

  1. Aprendisado?
    O que nesta vida não o é? nesta morte?
    nada, nem a chuva quando você mais queria brincar no jardim lá fora...

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